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Cafe Sydney Restaurant

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Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Sir Peter em 12.05.16 23:10

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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Noah DuPont em 11.07.16 19:37

Muitos dos dias eu adorava viver em Sidney, principalmente nesta parte da cidade onde tenho ao meu dispor uma gigantesca praia, mas hoje não era um desses dias. Cresci rodeado de carros, de franceses agitados e pouco simpáticos que a única coisa que queriam era chegar cedo ao trabalho de forma a sair presto dele e beber um bom copo de vinho. Hábito que carrego comigo ainda hoje, passados quase 12 anos. Por muito que carregue o meu sotaque e os meus hábitos franceses sempre me considerei um cidadão da Austrália, país ao qual eu chamo casa.
Hoje o céu estava cinzento, as pequenas gotas de chuva já batiam neste vidro há algum tempo, fazendo-me distrair com as mesmas. Já estava há alguns minutos a acompanhar a corrida que duas gotas estavam a ter. Estava completamente absorvido pelas formas que elas tomavam, como se agrupavam umas as outras e isso meio que me acalmou. Tinha estado sem o que fazer há muito tempo.Os meus pés batiam no chão sem qualquer tipo de ritmo, tal era a inquietação. Não sou um rapaz de rotinas, na verdade odeio-as, mas preciso de algo que me faça mexer, preciso de exercício, preciso do meu mar. Estive todo o dia chatear a Freya e Blake para virem sair comigo, mas cada uma parecia mais ocupada que a outra. Até que consegui convencer a loira a jantar comigo, tentando que ela me ocupasse o resto do dia, até este passar. Não tenho palavras para descrever o quão importantes estas duas raparigas são para mim. Como as vejo como irmãs…bem não todas, na verdade.
Olhei para o relógio pela terceira vez, ela disse que estaria cá há dois minutos atrás. Que seca, porque é que ninguém pode ser pontual?! Já tinha bebido quase meia garrafa de água, hoje o álcool estava fora de limites. Mais energia? Não obrigado.
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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Freya Quinn em 11.07.16 21:49

As várias mensagens que o Noah me mandava só me dava ainda mais vontade de abandonar a casa e ir ter com ele. Infelizmente nunca mais me conseguia despachar daquele momento embaraçoso com a minha madrasta. Os vários lanches e chas que ela insistia em ter com as amigas, e pior, tendo-me presente, eram sempre horríveis e demoraram imenso tempo a passar entre as cuscuvilhices do clube de ténis aos comentários maldosos sobre outras pessoas. Toda aquela vida me deixava cada vez mais farta e desiludida mas o que havia a fazer? Era a minha vida e infelizmente não conseguia fugir dela, por mais que de fora achassem que era perfeita.
Assim que me consegui ver finalmente livre do grupinho, fui rapidamente mudar para uma roupa mais informal, um top simples e umas calças de ganga, tendo de acrescentar um casaco por causas a chuva que se tinha posto e abandonei a enorme mansao para me dirigir ao café onde o Noah tinha combinado. Sentei-me na cadeira vazia com um suspiro e despi o casaco molhado do percurso entre o carro e o café - Desculpa, nunca mais me conseguia ver livre da Adele. - murmurei com um revirar de olhos - Estás aqui à muito tempo?

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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Noah DuPont em 11.07.16 23:21

A chuva deixou de ser um fator distrativo. Estava preocupado pelo seu súbito atraso, no momento em que pedi que jantasse comigo não me ocorreu ir buscá-la. Deveria receber o prêmio de bom amigo do ano, apenas por essa.
Olhei múltiplas vezes para as duas outras únicas mesas ocupadas do restaurante. Numa encontrava-se um homem no recanto mais escuro da mesa, parecia completamente absorto no seu livro deixando de comer para isso. Pergunto-me qual seria o livro que estaria a ler, talvez eu devesse ter trazido um livro também. Mas quem eu quero enganar? Eu nem dois parágrafos conseguia ler sem me lembrar do primeiro. Ao lado dele, bem longe mim, estava um casal com idades a rondar os quarenta anos. Chamei-os Júlia e Paul. O Paul era um homem ruivo com um bom porte atlético e ela era uma mulher loira completamente plastificada, daqueles que eu vejo na clinica do meu pai. Não trocaram uma única palavra, ela mal tocou nas quase inexistentes folhas de rúcula e ele comia que nem um logo esfomeado. Espero nunca cair numa relação assim, onde a troca de palavras é nula e a vontade de partilhar as coisas deixou de existir há anos atrás. Quando vi a garçonete a aproximar-se da entrada percebi que mais alguém vinha ali, a minha curiosidade ficou altamente aguçada e não pude deixar de esboçar um sorriso mal vi uma cara conhecida. Finalmente a loira tinha chegado. Levantei-me para a cumprimentar com um simples abraço e puxei a cadeira dela enquanto despia o seu casaco. – Sim. Estava quase a apodrecer. – Resmunguei acabando por me rir com a minha tentativa falhada de uma piada. – Já pedi o nosso jantar, espero que não te importes. – Escolher o prato dela era relativamente mais fácil do que escolher o meu, sabia os gostos dela melhor do que os meus e do que qualquer outra pessoa. Para mim pedi um risoto de cogumelos e soja, este prato pedia vinho, mas esta noite o álcool está fora de alcance e para ela pedi um dos pratos que ela mais gostava de comer aqui, a lasanha. Fiz sinal à empregada para que nos trouxesse o jantar e sorri-lhe novamente. Podia controlar imensa coisa no meu corpo, mas o meu olhar e o meu sorriso eram indomáveis. Principalmente quando o pensamento recaia sobre ela. Mas isso ela nunca poderia saber. – Então, conta-me as ultimas fofocas…com quem é que o treinador de Yoga se enrolou desta vez? Não me digas que elas ainda não descobriram que ele era gay! Que desespero. –  Aproximei-me ligeiramente dela e com o dedo sequei uma das gotas que lhe escorriam pela face. – Não precisavas de ter tomado banho assim…se quiseres deixo-te tomar banho lá em minha casa. – Gracejei enquanto me voltava a sentar.
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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Freya Quinn em 12.07.16 0:21

Retribui o abraço do Noah, fazendo um grande esforço para não me demorar tempo de mais com os braços à volta do seu tronco e o nariz bastante próximo do seu pescoço. Mal o cheiro dele me inundou as narinas tornou-se difícil afastar-me mas consegui fazê-lo, tendo ainda tempo de esboçar um sorriso enquanto me sentava na cadeira vazia. A Adele ficaria orgulhosa de ver que todas aquelas aulas de etiqueta e todos os seus "conselhos" sobre como uma senhora se deve comportar estavam a surtir efeito - Não tem problema. - respondi ainda a sorrir - Tenho a certeza que escolheste bem. - já nos conhecíamos tão bem, juntamente com a Blake, que era difícil errarmos no que quer que fosse quando falávamos ou escolhíamos algo uns para os outros. Bufei para o ar - uma coisa nada de senhora e teria o olhar carregado de desprezo da Adele caso ali estivesse - com o comentário do Noah - Não faço ideia, não prestei a mínima atenção. Só me tentei despachar de lá o mais depressa possível e mesmo assim até demorei. - mordi o interior da bochecha, fazendo um esforço descomunal por parecer o mais natural possível quando o Noah passou o dedo pela minha bochecha molhada - Teve de ser, se esperasse que a chuva passasse ainda estarias à espera. - respondi tentando soar o mais casual e normal possível.

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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Noah DuPont em 12.07.16 0:51

Eu sei que ela disse algo pois notei que os seus lábios se moveram, mas a minha atenção estava recaída sobre as suas feições. Eu adorava tudo nela, além de uma grande admiração tinha uma enorme tesão por aquela loira.
O seu cheiro já eu sabia de cor, cada travo do aroma, cada nota abaunilhada. Ela sem me tocar transmitia-me sensações que eu nunca poderia descrever, fazia a minha pele arrepiar como se estivesse realmente muito frio e , por vezes,  sentia uma impressão estranha na zona da minha barriga. Já estava habituado a querer tocar e a não puder, a ocultar todos esses sentimentos. Ao fim ao cabo já se passaram alguns anos desde nos envolvemos e a verdade é que nunca mais recuperei aquilo que naquela noite encontrei. Eram raros os momentos em que ficávamos os dois sozinhos, até porque eu tinha que me controlar e duvido bastante da minha capacidade de contenção.  – Depois do jantar vou-te levar a um sitio. – Avisei-a, tentando não me estender muito sobre os detalhes que iriam ficar ocultos. Planejava fazer-lhe uma surpresa. Pensando bem, eu devo ser um gajo mesmo masoquista. Mas não aguento e cada vez que estou com ela, tudo isto dentro de mim toma proporções ainda maiores.
O jantar não demorou muito a vir e graças a-não-sei-quem o meu assentir de cabeça deu fim à conversa que estávamos a ter. Não a tinha ouvido e esperava que ela não tivesse percebido isso e o porquê de isso ter acontecido.  A conversa foi surgindo pouco a pouco, ao contrário daquele casal o assunto nunca morria entre nós.  -  Eu estou a treinar novamente para o campeonato, mas com a faculdade é impossível conciliar tudo. Estou atrasado nas cadeiras e daqui a um ano gostava de me graduar. – Larguei um suspiro. No primeiro ano, acho que experimentei todos os cursos da minha faculdade, até que assentei em biologia e acho que a escolha combina comigo. – Eu não me consigo concentrar…e tu sabes. As nossas tardes de estudo são sempre um desastre. – Gargalhei enquanto passava a minha mão pela barba. Já não a fazia há alguns dias.
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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Freya Quinn em 12.07.16 1:09

Juntei as sobrancelhas quando o Noah me informou que a seguir ao jantar tinha uma surpresa para mim. Nunca fui rapariga de gostar de surpresas, preferindo ter tudo planeado para não correr o risco de algo correr mal. Se a minha mãe não tivesse sido chamada para o hospital naquela noite e tivesse ficado em casa como era suposto, não tinha conduzido debaixo de uma chuva torrencial e derrapado o carro numa curva que se tinha tornado fatal. Contive um arrepio com aqueles pensamentos, tentando pensar apenas na maravilhosa refeição que tinha à minha frente assim como na companhia e na conversa.
Soltei uma pequena gargalhada com o seu comentário e mordi o lábio inferior, sentindo-me mal - Já sabes que quando nos juntamos os três dá para tudo menos estudar. - mantive o meu olhar fixo nele e segui a mão que mexia agora na barba. A barba dava ao Noah um ar mais adulto e também um ar mais sexy. Merda... Voltei a morder o lábio inferior mas desta vez a tentar afastar os pensamentos e impedir-me de corar ou parecer uma tolinha - Mas se quiseres eu ajudo-te com isso. - disponibilizei-me com um encolher de ombros - Prometo que levo a sério o meu trabalho de tutora em vez de te distrair com tudo. - ao contrário do Noah tinha os estudos todos despachados e estava mais do que segura que tudo me ia correr bem e acabar bem o semestre.

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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Noah DuPont em 12.07.16 2:27

Os três. Os três… Lá estava ela a tentar colocar-me ainda mais na friendzone. Eu percebi a mensagem no momento em que nos envolvemos e ela nunca o mencionou. Certamente não iria ser eu a fazê-lo. Já me custava pensar nas razões, ouvi-las verbalizar era todo um outro sofrimento para qual eu não estava preparado. – É capaz. Só que vocês são as duas um crânio. Às vezes penso que não são normais. – Acabei por soltar uma gargalhada. A verdade é que embora eu tivesse algum potencial, eu não me conseguiria concentrar e por sua vez prová-lo. Mas eu acreditava em mim. -  Tu és incapaz de me fazer concentrar, Fey. – As palavras foram as mais verdadeiras que poderia ter dito, ela de toda a gente era a única que nunca me faria concentrar em algo mais do que nela. Ficava completamente absorto com a sua presença. – Mas podemos sempre tentar. – Acrescentei, arrependendo-me vivamente de o ter feito. Eu sou mesmo um masoquista de merda. – Não peças a sobremesa… vamos comê-la a outro sítio. – Isto fazia parte da minha surpresa, talvez estivesse a levar as coisas para um nível em que eu não estaria apto emocionalmente. Porém ia deixar o clima rolar, talvez com sorte ela adormecesse ao meu lado esta noite. Nem que fosse a ver um filme.
Era tão desafiante tê-la perto de mim, tocar-lhe sem lhe tocar, abraçar sem realmente a abraçar. Era todo um jogo de contenção que me fazia virar um louco. Mas eu era louco, louco por ela. Recusava-me a ter um relacionamento com alguém pois era injusto para a pessoa traí-la todos os dias em pensamento. Era iníquo sentir isto, que não sei bem o que é, mas que me leva aos picos da alienação por ela e ter de estar com outra. Por isso, preferia passar a fama de que rodava todas.E rodava, mas eu precisava de sexo, esta tesão não passava assim. E enquanto fosse sem ela, teria que ter cuidado com quem estava. Não poderia magoar ninguém, isto seria cruel da minha parte visto que sei o que é estar do outro lado.
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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Freya Quinn em 12.07.16 13:50

Soltei uma pequena gargalhada com o comentário do Noah; a Blake era mesmo um crânio, tinha-se esforçado ao máximo e tinha conseguido entrar no curso de medicina como queria sendo uma - se não mesmo a - melhor do curso, eu apenas tinha jeito e me dedicava ao estudo mas não achava que fosse assim tão inteligente quanto isso.
Mordi o lábio inferior com o qual é ele disse a seguir, sentindo o meu coração a bater mais depressa. Aquelas suas palavras e o facto de ele me ter chamado Fey na mesma frase só me deixou mais encalorada e tive de fazer um esforço enorme para tentar evitar que as minhas bochechas mudassem de tonalidade e eu não parecer afetada com aquilo - Oh. - murmurei com um riso nervoso - Eu vou comprometer-me como tua tutora e vais ver que te concentres e que ainda consegues as boas notas. - ofereci com um pequeno sorriso nos lábios. Voltei a juntar as sobrancelhas à menção da surpresa e assento com a cabeça - Tudo bem. Estás a deixar-me curiosa. - disse-lhe depois de mastigar uma garfada daquela deliciosa lasanha - Não podes dar-me uma pista? - perguntei tentando convencê-lo a dizer-me algo.

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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Noah DuPont em 12.07.16 19:25

A loira parecia comportar-se de forma mais nervosa, isso levou -me a questionar as minhas atitudes. Será que estou a fazer algo que a intimida? Devia estar, como sempre, a pressioná-la com as minhas manifestações de carinho. – Vais comprometer-te?! – Inquiri de forma retórica enquanto deixava escapar uma gargalhada. – Freya Quinn tens noção daquilo que te estás a comprometer? És muito ambiciosa…eu não sou um caso de sucesso. – O seu sorriso prendeu toda a minha atenção, podia jurar que estava a ficar corada. Certamente, era apenas impressão minha. Por muito que não achasse boa ideia ela ajudar-me com os estudos, visto ela ser o meu fator distrativo principal, precisava de ajuda. Se acabasse os exames de primeira fase conseguia concentrar-me na competição de surf que se avizinhava. – Mas se me quiseres ajudar, os exames começam para a semana… – Murmurei numa tentativa de captar a sua atenção. – Assim tinha mais tempo para me preparar para a competição… – Expliquei-lhe enquanto fazia desenhos com o garfo no prato.
A velocidade à qual eu devorava o meu prato era muito superior aquela que nos foi ensinado como sendo boa educação, mas sorte a minha que eu parecia sempre bonito. Eu e a minha mãe sempre fugimos muito às regras de etiqueta, ela era virada para a vida natural e eu para o desporto. Nesta altura eu já só pensava na sobremesa e na surpresa que lhe iria fazer, só esperava que a chuva não estragasse os meus planos, ira ficar estupidamente chateado. – Posso. A pista é que é surpresa e é uma sobremesa. - Galhofei. Acabei muito antes a minha refeição e enquanto acabava a minha água lembrei-me de fazer um origami com o papel. Uma dobra aqui, outra ali e rapidamente tinha feito um barco.
Estávamos ali há muito tempo. Eu odeio estar no mesmo sitio durante muito tempo, irrita-me. – És tão lenta.. – Resmunguei, dando sinais de que estava a ficar saturado. Eu acho que um puto de 2 anos aguentava mais tempo num restaurante que eu.

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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Freya Quinn em 12.07.16 20:05

Encolhi os ombros voltando a rir com a surpresa do Noah - Eu sei no que me estou a meter e nao me importo. - disse com um sorriso - Só me falta apresentar um trabalho antes do fim do semestre e não vou a exame nenhum por isso estarei mais do que pronta para te ajudar. - prometi com um assentir de cabeça - Sei como a competição é importante para ti por isso vais despachar os exames de uma vez para depois te dedicares ao surf. - fui comendo à medida que íamos falando um com o outro, tentando usar a refeição como distração para o facto de estarmos tão próximos um do outro e sozinhos, sem a presença da Blake para me deixar mais segura e menos nervosa. Às vezes tentava prestar atenção a pequenos pormenores entre a relação de nós os três; havia momentos em que achava que o Noah se comportava de forma diferente entre mim e a Blake, o que me dava esperanças... Apesar da continuar com falta de coragem... Mas depois continuava a insistir que o nosso relacionamento não passava de uma boa amizade. Éramos os três grandes amigos há imensos anos e éramos isso mesmo... Amigos.
Suspirei com os meus pensamentos e olhei para ele com um revirar de olhos - a Adele matava-me se ali estivesse - com a sua resposta em relação à surpresa - Isso já sabia... - constatei lançando-lhe um olhar que acabou num sorriso quando o vi irrequieto como tantas vezes o via e já conhecia - Estou a acabar. - disse comendo a última garfada de lasanha - Pronto, já está. Podemos pagar a conta e sair.

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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Noah DuPont em 12.07.16 21:52


Embora ela me conhecesse extremamente bem eu conseguia ser imprevisível. Até para comigo mesmo. Enquanto ela acabava a sua lasanha a minha mão seguia o ritmo da música que estava a dar como fundo no restaurante, a vontade de cantar era muita e em pouco tempo eu seria incapaz de controlar essa vontade. – Já paguei. – Murmurei e peguei na sua mão. Levantei-me e puxei-a contra mim. Ainda se conseguia sentir o seu corpo molhado, a minha mão começava a dar sinais de nervosismo e para contrariar isso, apenas a apertei mais um pouco. Podia jurar que as pessoas que estavam no restaurante tinham os olhos postos em nós, mas naquele momento não quis saber. Dei um passo para trás com ela, outro para o lado e assim sucessivamente, até apanharmos o ritmo. Ia guiando-a e cantarolando baixinho a música que estava a dar, aproximando-me ligeiramente do seu ouvido enquanto o fazia. - Hold me tight within your clutch, how did you do it? You got me losing all my breath. How did you give me to have my heartbeat out my chest? – A minha voz desafinava em todas as notas, tinha a voz rouca de mais para atingir algum agudo que fosse e isso fazia-me rir. A verdade é que se eu pudesse, se ela me deixasse, eu faria dela a mulher mais feliz do mundo. Com toda a certeza, mas por agora, a única coisa que posso fazer é lutar. Era indeclinável rejeitar o que sentia e a minha vontade de a ter. - I'm latching onto you. A letra parecia ter saído da minha cabeça, mas nunca me expressaria daquela maneira. Tinha passado o tempo todo a olhar para ela nos olhos, podia ver-me no reflexo dos seus olhos, parecia feliz. Na verdade, eu estava feliz. Quando a letra e a melodia se dissiparam soube que era tempo de a largar, de retirar a minha mão do fundo das suas costas e a minha palma da sua. Este rasgo de loucura surgiu da minha espontânea, se tivesse pensando e ponderado sobre isso continuava ali sentado, naquela cadeira, a resmungar pela sua demora. Gostava de lhe agradecer por ter demorado, por ter dado tempo à musica.

A muito custo larguei-a e para evitar constrangimentos decidi brincar com ela. – Vá, pronto…já tiveste o teu momento de fama, agora vamos comer a sobremesa que ela não se come sozinha. – Gargalhei e coloquei o meu casaco em cima dos seus ombros estreitos. Esta noite já tinha sido algo demais, se a pressionasse mais talvez ela se afastaria. Tinha uma viagem de carro para mudar, completamente, os planos e tornar a noite em algo mais descontraído. Isto era tão confuso para mim, num momento agia como sentia no outro tinha que agir de forma totalmente diferente para não a perder de vez. – Nem penses que vamos sair contigo nesse estado. – Resmunguei e apontei para a sua camisola molhada. – Devias-me ter dito que estavas assim no jantar, tenho ali algumas camisolas dentro do carro… - Ou talvez eu pudesse ser menos distraído e ter percebido. - Anda, vamos lá e trocas isso. – O meu tom não saiu em sugesto, foi mais em tom ordeno. – Freya, nem resmungues. – E como não resmungou ela, acabei por resmungar eu. Ao sair do restaurante puxei o casaco para cima da sua cabeça. A chuva tornara-se leviana e agora, não só ela, mas eu também me tinha encharcado completamente. Abri a porta do meu jipe e apenas após ela ter entrado é que corri para a minha porta. – Fodasse…vou ter que ir lá fora buscar as camisolas. – Bufei. – Ou…podias ir lá pelos bancos buscar. - A sua figura era esguia o suficiente para passar entre os bancos e ir buscar algo ao porta bagagens. – Assim até queimas umas calorias do jantar…só faço boas ofertas! – Ri-me novamente, deixando que as gargalhadas preenchessem o vazio do carro.

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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Freya Quinn em 13.07.16 0:47

Estava pronta a embirrar com ele quando me disse que já tinha pago a conta, não me dando assim opção de dividir a despesa com ele - outra das minhas atitudes que faria a Adele ter um ataquezinho de coração - quando o Noah me agarrou na mão e no momento seguinte tínhamos os nossos corpos colados e ele a cantar-me ao ouvido enquanto íamos dançando naquele pequeno espaço entre as mesas. Sentia as minhas bochechas vermelhas, o coração a bater mais descompassadamente com toda aquela proximidade mas também com o facto de nunca ninguém me ter feito algo do género. E claro, tratar-se do Noah. Amigos, somos amigos, tentei recordar a mim própria mas mesmo assim acabei por me chegar para mais perto dele, facilitando assim a dança e aproveitando também para voltar a sentir o seu perfume enquanto encostava a cabeça ao seu ombro.
Afastei-me a custo quando aquilo acabou e coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha, fazendo um esforço enorme para que ele não percebesse que eu estava a tremer e tentar comportar-me o mais naturalmente possível - Obrigada pelo momento de fama. - respondi de volta quando ele tentou aligeirar o ambiente e de seguida abandonamos o restaurante, onde toda a gente olhava para nós, uns com um ar embevecido e outros com um ar horrorizado, em direção ao carro do Noah. Encolhi os ombros quando ele falou da minha camisola ligeiramente molhada onde o casaco não tinha conseguido tapar e olhei-o novamente - Não está assim tão mal mas ainda fico doente por isso é mesmo melhor mudar-me. - dei-lhe um soco sem força no braço quando falou em eu ir buscar as camisolas ao banco de trás para perder algumas calorias - Estás a chamar-me gorda? Espero que não. - disse em tom de gozo - Eu vou lá buscá-las. - ofereci-me antes de tentar passar pelo espaço entre os dois bancos da frente para chegar aos de trás, coisa que fiz com alguma dificuldade pelo espaço apertado e acabei numa posição muito estranha de rabo empinado para a frente. Embaraçoso... mas tentei não pensar nisso - Hmmm que camisolas queres que tire? - perguntei-lhe observando as várias que ali se encontravam. Ele era sem dúvida um rapaz prevenido e com um mini guarda-roupa no carro.

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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Noah DuPont em 14.07.16 1:29

Queixei-me de forma repetitiva quando observei o seu punho a embater contra mim, a verdade é que só tinha visto mesmo, porque sentido nem de perto. – Claro que estás gorda...Olha aqui. – A minha mão foi de encontro com a sua barriga e apalpou-a ligeiramente. A sua pele era macia e delicada, fazia a ponta dos meus dedos arrepiar-se. – Vês?! – Inquiri com um sentido de troça. Estava nitidamente a brincar até porque não conheço nenhum corpo mais primoroso como o dela, completamente irreprovável. Quando ela passou para o banco de trás ficou numa posição demasiado desafiadora para a minha figura masculina então senti-me na obrigação de virar-me para a frente. Mexi em todos os botões que havia para mexer, coloquei o rádio a tocar, o ar condicionado, ainda maneei algumas definições. Estava a contar os segundos para que ela se virasse, tanto tempo era um atentado à minha estabilidade psicológica e…física. Enquanto ela escolhia as camisolas, que deveria dar trabalho dado que demorou, ou então nem demorou, era a minha irrequietação a falar mais alto; eu batia com os dedos no volante num ritmo que acompanhava a musica que estava a tocar. – Uma qualquer está bem. – Bufei enquanto olhava para ela através do retrovisor. A música fez-me lembrar o momento que tínhamos tido outrora no restaurante, quando os nossos corpos estavam unidos numa dança que despertava um clima de intimidade nítido aos nossos, e também aos olhares alheios. Quando desliguei os meus pensamentos ela já se encontrava ao meu lado, peguei na camisola agradecendo em alto e bom som e observei a suéter, tentando encontrar a parte certa para a vestir. Despi a minha camisa e aproximei o meu tronco do ar condicionado tentando aquecer-me. Vesti a camisola que me tinha dado e levantei a bacia retirando as calças, num movimento rápido. Os meus boxers largos, estavam também eles encharcados. Mudei para umas meias, provavelmente usadas, que tinha pelo carro e esperei que ela se trocasse, observando-a discretamente pelo espelho do carro. Estava demasiado habituado a trocar-me no carro para me preocupar com enfoques de outrem.  – Estás pronta? – Questionei, fingindo que não a estava a ver.


Última edição por Noah DuPont em 15.07.16 4:39, editado 1 vez(es)
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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Freya Quinn em 14.07.16 1:41

Bufei para o ar com aquele seu comentário mas decidi nem lhe responder, demasiado ocupada também em procurar as camisolas no meio daquela confusão. Lá acabei por lhe arranjar uma camisola para ele se trocar e acabei também por ir para os bancos de trás onde seria mais fácil trocar de roupa. Ia fazê-lo mas o meu olhar parou no Noah que tinha começado a despir a camisola molhada, ficando assim de tronco nu, o que me deu uma visão ainda melhor quando ele se aproximou do ar condicionado. Senti as bochechas a ficarem mais quentes e por mais que o meu cérebro me mandasse desviar o olhar não conseguia fazê-lo e só o fiz mesmo quando ele ficou novamente vestido. Tentei comportar-me o mais naturalmente possível e despi também a minha camisola molhada, atirando-a para a confusão de roupas do Noah. Apesar de ter feito apenas a pé o caminho do táxi ao restaurante, não me tinha livrado de ficar bem encharcada e tendo em conta que a camisola dele me ficava enorme, acabei também por despir as calças depois de vestir a suéter grande e larga do Noah - Estou. - respondi-lhe atando o cabelo num rabo-de-cavalo feito à pressa - Para onde vamos? - perguntei com uma careta - É que eu estou nestes preparos... - disse-lhe enquanto passava novamente para o banco da frente, puxando de seguida a camisola para baixo de forma a tapar-me grande parte das coxas despidas.

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Re: Cafe Sydney Restaurant

Mensagem por Noah DuPont em 15.07.16 5:01

Estava incumbido de conduzir o carro e a minha atenção estava demasiado dispersa para isso, deixei-me manter pelo meu plano original e fazer disso uma despedida minha. Eu precisava de começar a viver e começar a treinar o nosso afastamento de forma a que este sentimento pungente desaparecesse.
A sua voz fez-se ouvir da parte de trás do carro, por instinto virei-me para ela e segui os seus movimentos até ao banco da frente. A minha camisola ficava-lhe melhor a ela do que a mim, era confortante para mim vê-la com algo meu, porém deixava-me altamente desconcertado. Foca-te Noah. A intensidade da chuva só piorava, batia de forma tão violenta no carro que o som acabava por ressoar. – Vai haver uma mudança de planos. – Avisei-a. Tinha sido salvo pela chuva, tinha a oportunidade de me despedir melhor dela. Ainda não acreditava que estava finalmente a lutar por mim, era um sentimento acidulce. Também não acreditava que estava a desistir, mas eu não só era um empata para mim, era também para ela. – É perigoso guiar para casa, vamos para o hotel. – Não era do tipo prepotente, gostava que as decisões fossem tomadas em grupo, todavia recusava-me a ter um acidente. Guiei o carro bastante devagar, julgava estar a 20 km/h, todos os carros pareciam obedecer a esta velocidade. A cidade estava deserta, haviam poucos carros na rua e as lojas começavam a fechar. À medida que nos fomos aproximando do hotel não pude deixar de me sentir agoniado e nervoso. Não ia, de maneira alguma, deixar transparecer o que estava a sentir. Esta poderia ser a última noite, mas ia ser uma boa noite.
Esta epifania ainda me ia trazer problemas. Mas sempre fui impulsivo e sempre segui as minhas ideologias. Sou apologista de viver em tranquilidade com a minha consciência e sob os valores morais e éticos que criei para mim.

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